Guerra na Ucrânia matou mais de 12,3 mil civis desde a invasão da Rússia

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    Mais de 12,3 mil civis perderam a vida desde que começou a invasão da Rússia à Ucrânia em fevereiro de 2022. O total inclui cerca de 650 crianças.

    Acima de 27,8 mil pessoas ficaram feridas no conflito, que já destruiu mais de 700 instalações médicas e causou danos em 1,5 mil escolas e instituições de ensino superior, segundo a vice alta comissária de direitos humanos das Nações Unidas.

    Civis nas áreas da linha da frente

    Nesta quarta-feira, Nada Al-Nashif informou ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, que houve um aumento das violações graves do direito internacional e do direito humanitário na Ucrânia, incluindo possíveis crimes de guerra.

    Ela mencionou ainda que o uso de bombas aéreas planadoras, mísseis de longo alcance e drones matou cerca de 574 civis, assinalando uma alta de 30% em relação ao ano anterior.

    © OHCHR
    Vice alta comissária, Nada Al-Nashif, destacou “extrema preocupação” com os impactos do maior uso de drones e novas armas sobre as populações

    As Forças Armadas russas intensificaram suas operações para maior conquista territorial no leste da Ucrânia. O impacto sobre os civis foi maior nas áreas da linha da frente, particularmente nas regiões de Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia.

    Os bombardeios de forças russas danificaram infraestruturas civis e serviços de água, aquecimento e transporte, incluindo quatro grandes ataques às infraestruturas energéticas realizados desde meados de novembro.

    Operações militares ucranianas

    As autoridades de Moscou também relataram vítimas civis em Kursk e outras regiões russas resultantes de operações militares ucranianas naquele local.

    A vice alta comissária destacou “extrema preocupação” com os impactos do maior uso de drones e novas armas sobre as populações durante o período do relatório.

    Somente em novembro, as Forças Armadas russas lançaram cerca de 2 mil drones de longo alcance matando dezenas de pessoas.

    © Acnur/Felicia Monteverde Holmgren
    Setembro passado registrou o maior número de vítimas civis desde julho de 2022 na Ucrânia

    O uso de bombas aéreas com modificações na fabricação permitiu alargar o alcance para áreas com maior densidade demográfica, incluindo Kharkiv, Sumy e Zaporizhzhia.

    Pelo menos 35 civis perderam a vida devido aos chamados drones de visão em primeira pessoa, que também feriram gravemente dezenas na parte de Kherson,  controlada pela Ucrânia.

    Operações para capturar mais território

    À medida que se aproxima o terceiro ano da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, Nada Al-Nashif disse que o avanço para uma resolução pacífica permanece ilusório em meio à perigosa escalada de hostilidades.

    O pedido feiro às autoridades russas é que suspendam as execuções sumárias de prisioneiros de guerra ucranianos, condenem tais atos e processem os responsáveis. A representante da ONU solicitou ainda que o país cumpra suas obrigações sob o direito internacional humanitário e dos direitos humanos no território que ocupa na Ucrânia.

    Para as autoridades dos dois lados, Al-Nashif pediu medidas imediatas pelo fim do uso da tortura contra prisioneiros e que os responsáveis por esses atos sejam levados aos tribunais.

    Ela conclamou às partes em conflito, e todas aquelas que tenham influência, que intensifiquem seus esforços para criarem uma via para a paz.

    O mês de setembro passado registrou o maior número de vítimas civis desde julho de 2022 na Ucrânia.

    Fonte: ONU

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