Monday, February 2, 2026
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Vítimas das últimas inundações continuam nos centros de acomodação em Maputo

Centenas de famílias continuam nos centros de  acomodação transitórios na Cidade   Maputo, vítimas das inundações causadas pela chuva da época  2022-2023. O edil de Maputo diz que continua a procurar recursos para resolver a situação.

O país já observa a época chuvosa 2023-2024, mas as marcas da época passada continuam a fustigar famílias na Cidade de Maputo.

Teresa Mbeve ocupa duas tendas, onde vive com os filhos e netos. Diz que, ao somar lá os meses de permanência, a vida tornou-se insustentável.

“Estou aqui com o meu marido, meus sete filhos e dois netos. A minha casa, no Bairro das Mahotas, desapareceu; estou aqui onde o sofrimento é tanto. O que queremos é sair daqui porque já estamos cansados. Já vieram aqui e prometeram reassentamento e até aqui não houve nada ainda.”

As tendas não oferecem muita segurança, diz Moisés Cardoso, que viu a sua casa inundada e por isso foi forçado a viver no centro de acomodação. “Quando chove, estas tendas metem água para dentro, temos depois de andar de um lado para outro com os nossos bens. A comida molha aqui e nós não temos para onde ir. O que nós queremos é ajuda para sairmos daqui.”

Sheila Meque está no centro desde o início deste ano e pede às autoridades para resolverem o problema. “Para termos acesso à energia, por exemplo, temos de contribuir entre 10 e 20 Meticais por dia, de modo a comprarmos energia que, às vezes, nem chega. Quanto à água, o director da escola ao lado deixa-nos tirá-la sem problemas e assim conseguimos viver, mas confesso que não tem sido fácil viver nessa realidade”.

O edil de Maputo, Eneas Comiche, disse, aquando das celebrações dos 136 anos da Cidade de Maputo,que sabe a gravidade da situação em que as famílias se encontram.

“Continuamos a procurar recursos para acudir os munícipes que ainda se encontram a viver em centros de acomodação, ao mesmo tempo que procuramos recursos para responder a eventualidades decorrentes da época chuvosa 2023-2024, que já começou.”

Bem ao lado do Bairro Romão, muitas casas do Bairro das Mahotas estão no meio de águas e as ruas estão intransitáveis. Algumas casas foram abandonadas e tudo piora porque a água ali estagnada não tem canais de escoamento.

 

 

Fonte:O País

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