Criptomoedas disparam após o corte de taxas de juro pelo Federal Reserve

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    As criptomoedas tiveram uma forte alta nesta quinta-feira, 19/09, impulsionadas pelo anúncio de uma redução de meio ponto percentual nas taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed) dos EUA. Esta foi a primeira redução dessa magnitude em mais de quatro anos.

    O preço da Bitcoin subiu 5%, atingindo US$ 63.255,00, segundo dados da Coin Metrics, uma valorização que traduz o aumento que já vinha sendo observado antes da decisão do Fed, que ocorreu na quarta-feira, 18/09.  Assim como no mercado de acções, a Bitcoin inicialmente saltou com a notícia, mas recuou ligeiramente à medida que os investidores processavam o impacto da decisão.

    Segundo Matthew Sigel, Chefe de Pesquisa de Activos digitais na VanEck, “as correlações mais fortes do Bitcoin estão associadas ao crescimento monetário e a uma relação inversa com o dólar americano. Com esta mudança do Fed, acreditamos que há uma maior probabilidade de um desempenho robusto do Bitcoin no quarto trimestre.”

    Outras criptomoedas também sobem

    Outras criptomoedas seguiram o movimento positivo. A Ethereum subiu 6%, enquanto a Solana, uma das principais concorrentes, viu seu token aumentar em 10%.

    Além disso, empresas associadas ao mercado de Bitcoin também apresentaram crescimento significativo. A Coinbase, uma das principais operadoras de câmbio de criptomoedas, subiu 3%. A MicroStrategy, frequentemente vista como uma aposta de alto risco associada a Bitcoin, avançou 9%.

    Perspectivas e incertezas

    Apesar da recuperação, analistas alertam para possíveis riscos. Yuya Hasegawa, Analista de Mercado de criptomoedas na bolsa japonesa Bitbank, destacou que o resultado da reunião de política monetária do Banco do Japão (BOJ) pode trazer volatilidade ao mercado, especialmente se houver sinais de futuros aumentos nas taxas de juros.

    No entanto, o Bitcoin continua com perspectivas positivas para as próximas sessões. A próxima meta de curto prazo está em torno de US$ 65.000, o que poderia confirmar o otimismo no mercado, segundo Hasegawa.

    Fonte: O Económico

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