Ouro mantém-se firme e caminha para a oitava semana consecutiva de ganhos com procura por activos de refúgio

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    Os preços do ouro permaneceram estáveis esta sexta-feira, encaminhando-se para o oitavo aumento semanal consecutivo, impulsionados pela procura por ativos de refúgio, num contexto de ameaças de novas tarifas por parte do Presidente dos EUA, Donald Trump.

    O ouro à vista manteve-se em 2.940,32 dólares por onça, por volta das 02h51 GMT, após ter atingido um recorde histórico de 2.954,69 dólares na sessão anterior. Desde o início da semana, o metal precioso valorizou-se cerca de 2%, enquanto os futuros do ouro nos EUA permaneceram inalterados em 2.956,10 dólares.

    Segundo Brian Lan, Director da GoldSilver Central, em Singapura, apesar da forte procura pelo metal, existe a possibilidade de uma correcção no curto prazo, caso a incerteza em torno da política comercial dos EUA se dissipe.

    Ameaças tarifárias de Trump impulsionam a procura por ouro

    As tensões comerciais voltaram ao centro das atenções após Trump prometer novas tarifas num prazo de um mês ou menos, abrangendo madeira e produtos florestais, além dos já anunciados automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos.

    Desde que assumiu o segundo mandato, em 20 de janeiro, Trump impôs um adicional de 10% sobre as importações chinesas e uma tarifa de 25% sobre aço e alumínio. Estas medidas alimentam receios de uma guerra comercial, levando investidores a reforçar posições em ouro como proteção contra a incerteza económica e inflação.

    Os responsáveis da Reserva Federal dos EUA (Fed) também manifestaram preocupações com o impacto das políticas comerciais, migratórias e fiscais de Trump. Adriana Kugler, Governadora da Fed, declarou que, dado o equilíbrio de riscos actuais, considera adequado manter a taxa de juro inalterada por algum tempo.

    Embora o ouro seja um activo de refúgio contra riscos geopolíticos e inflação, taxas de juro mais altas tendem a reduzir a sua atractividade, uma vez que o metal não gera rendimento.

    Exportações de ouro disparam e mercados acionistas caem

    As exportações de ouro da Suíça para os Estados Unidos aumentaram significativamente em Janeiro, atingindo o nível mais alto em pelo menos 13 anos, reforçando a forte procura pelo metal no mercado norte-americano.

    Nos mercados financeiros, as ações dos EUA registaram perdas na quinta-feira. O índice Dow Jones caiu 1%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuaram cerca de 0,5%, refletindo a aversão ao risco dos investidores.

    Metais preciosos: prata e paládio sobem, platina recua

    O mercado de metais preciosos também registou movimentações distintas:

    A prata e o paládio subiram mais de 2% e 1%, respetivamente, ao longo da semana, refletindo um fortalecimento na procura por ativos alternativos em meio às incertezas do mercado.

    Perspectivas para o ouro

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    p style=”margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial”>Com as tensões comerciais e a incerteza sobre a política económica dos EUA, o ouro continua a atrair investidores como um activo seguro. Se as ameaças tarifárias de Trump se concretizarem e os mercados acionistas mantiverem a tendência de queda, o metal precioso poderá manter a trajectória de valorização e testar novos recordes.

    Fonte: O Económico

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