Produção do arroz perto da auto-suficiência

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    MOÇAMBIQUE precisa de produzir mais 355 mil toneladas de arroz para alcançar a auto-suficiência neste cereal e reduzir os níveis de importação, contribuindo para o reforço da segurança alimentar e nutricional

    Com efeito, a sector da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) está à procura de financiamento para apoiar os pequenos agricultores do sector familiar que se dedicam à produção do arroz.

    Esta informação foi partilhada ontem por Lúcia Luciano, directora nacional da Agricultura Familiar, durante o diálogo político multissectorial sobre ecossistemas abertos de dados agrícolas na África Austral.

    Anotou que actualmente o país produz por campanha cerca de 161 mil toneladas, sendo que a projecção para a auto-suficiência e redução dos níveis de importação é de produção de aproximadamente 355 mil até 2029/30.

    “O nosso esforço é olhar para a questão do arroz, pois notamos que o consumo desta cultura tem estado a aumentar e o desafio é concentrar esforços nela rumo à auto-suficiência. Há condições para se produzir a cultura”, disse.

     Apontou que neste momento está a ser feito o mapeamento dos potenciais produtores do arroz e as zonas até aqui aptas estão nas províncias de Maputo, Gaza, Sofala, Zambézia e Nampula. Em algumas delas a aposta deve ser na produção com base na irrigação, componente que demanda investimento.

    Deu a conhecer que o país tem actualmente cerca de 4.3 milhões de famílias que se dedicam à agricultura e deste universo 28 mil dedicam-se ao arroz.

    “Estamos a mobilizar investimentos que não incluem apenas acesso ao financiamento mas também a capacitação dos agricultores para melhorarem a produção, criar facilidades no acesso aos insumos, fertilizantes, insecticidas, controlo de pragas, entre outros”, explicou.

    Realçou que o sector privado é chamado a fazer diferença.

     Os últimos dados do sector apontam que o país possui uma reserva alimentar de cerca de 300 mil toneladas de cereais diversos com vista a assegurar que não haja bolsas de fome.

    Fonte: Jornal Noticias

     

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